Este blog é parte do processo de concepção das personagens de NAS ALTURAS, que está sendo realizado pelo grupo ERROemACERTO, para a edição de 2010 do projeto Conexões. Durante o mês de julho, os atores foram convidados a escrever em primeira pessoa, uma espécie de diário das personagens durante o tempo decorrido na trama da peça.
Em Agosto, a proposta é a de explorar o subtexto de algumas falas das mesmas.
O espetáculo estréia em 14 de novembro no teatro da Cultura Inglesa de Pinheiros.
Para maiores informações sobre o projeto Conexões, acesse www.conexões.org.br

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Apenas Obrigado

         Não podia escrever algo dizendo como foi o processo, sem ter o resultado de nossa estréia, então aqui vai o que senti nesses meses de processo...(peço desculpas, o texto precisa de alguns ajustes, e não é láá uma brastemp, maaaas, espero que gostem)

         De acordo com L. M. Leonov, “nenhuma grande vitória é possível sem que tenha sido procedida de pequenas vitórias sobre nós mesmos”. Esta frase nunca coube tão bem em um grupo. Nós provamos para todos como é divertido atuar, e mais importante, como é divertido transformar ERROemACERTO.
         Para os muitos que não sabem, eu tive uma grande perda ano passado. Tive que sair do grupo ESTALO, uma perda gigantesca. O teatro era a única coisa que mantinha preso naquele colégio, nunca escondi isso de ninguém. Mesmo com tantas coisas que eu discordava, fora a falta de estimulo para me manter no local, mesmo assim, sabia que era um preço baixo comprado a felicidade que o teatro me trazia. Contudo por escolha de meus “superiores” tive que deixar o colégio e o mais importante, o teatro.
         Assim começou 2010, meu coração sentindo um vazio durante as semanas, às vezes de terça, às vezes de quinta, às vezes de quarta, às vezes de sexta, muitas vezes durante a semana inteira. Mantive-me numa constante monotonia, até meados de maio. Pois, assim que o Pedro me falou do projeto de “ex-alunos”, a única coisa que me passava pela cabeça era: “TEATRO? Nem que seja necessário fazer um monólogo pelado de ponta cabeça em falando tudo em russo!” como todos nós sabemos não foi necessário nada disso, e a partir dai começamos a construir algo que se tornou importantíssimo para mim.
         Voltei a encontrar pessoas que não conhecia muito bem, e conheci pessoa que não quero voltar a desconhecer. Foi daí que as semanas voltaram a ter cor, e as terças, o melhor dia da semana.
         Lembro que minutos antes da primeira reunião, fiquei com medo do grupo ser fraco, no sentido de não termos um grupo que não fosse comprometido, que não tivesse pessoas com noção de teatro.
         Agora meu medo, é de não conseguir um espaço. De ser engolido pelo talento que transborda em vocês. Vejo em todos um talento extraordinário, que me encanta e ao mesmo tempo me deixa assustado, já que sei que são capazes de ultrapassar o que vocês já fazem. O resultado veio, mesmo com erros pequenos, nada saiu do controle, e tudo foi sim um sucesso, mesmo a pela não estando 100%.
         Vimos amigos, familiares, e até mesmo desconhecidos, aplaudindo de pé algo que construímos juntos, com nosso suor, e o talento de vocês. E sei que no final, quando tivemos que responder as perguntas, o que ofuscava meus olhos, não eram aquelas luzes que iluminavam o palco, que vinha de frente iluminando o palco e meu rosto, por pouco tempo, realmente acreditei que era aquela luz. Mas depois, percebi que a luz que ofuscava meu olho, vinha do grupo que estava ao meu redor no palco.
         Parabéns para todos nós! Merecemos. Mais isso não é um texto de despedida, é um marco. O “start” vamos mandar muito no Gauss, e vamos conseguir sim, mais milhões de lugares para apresentarmos, afinal como diz a na peça “não somos como o resto deles,somos, Lili?”,e a resposta, nunca foi tão fácil... “Não, não existe ninguém tão ZIKA  quanto agente!!!!”






Paulo A.S.Nascimento

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Que Prazer!!!

Nem preciso dizer o quanto é especial para mim esse grupo, né?

O processo de montagem de NAS ALTURAS foi simplesmente mágico, e me encheu de uma alegria tão plena que dificilmente tive na vida!!!

Começamos por um instigante trabalho de leitura e discussão sobre as questões que nos saltavam aos olhos no texto. Procuramos juntos referências, tivemos idéias malucas, outras tantas incríveis e dividimos nossas mais sinceras opiniões. Durante esse primeiro período sempre me chamou a atenção o quanto todos nós somos parecidos e diferentes ao mesmo tempo e, também, o quanto era enriquecedor e interessante cada minuto de nossos encontros.

Depois, passamos para a prática da interpretação: Trabalhamos os conceitos de intenção, presença cênica, objetivo e superobjetivo de cena, concepção de personagens e ações físicas (a partir dos nossos pequenos "solos" das personagens, que foram os alicerces da nossa montagem posterior. Aí é que comecei mesmo a observar o quanto as experiências que os trouxeram até aqui foram capazes de faze-los artistas consistentes e atores maduros, conscientes das próprias habilidades e limitações.

Por fim, passamos a montar a nossa peça e, nem tão surpreso, sempre me encantei com a maravilhosa contribuição de vocês no processo. Sempre trazendo a melhor parte de sí para a cena, e fazendo dessa, uma das mais importantes experiências artísticas da minha vida!

O Porto, ou "Cotô", sempre com a perspicácia infalível ao apontar a profundidade do texto que não víamos. A Nat, com seu ânimo contagiante, não deixando a peteca do bom humor cair um minuto sequer.
O Lucas, sempre nos emprestando o seu talento e sua generosidade em cena.
A Bea, contribuindo com sua mente filosófica infalível, capaz de realizar conexões inusitadas.
O Paulo,  nos estimulando com o senso de humor carinhoso e hilário, que sempre foi a sua marca.
A Mand's, emprestando ao grupo o seu jeito simples e otimista de ver a vida.
A Mai, demonstrando que a força intensa que ela apresenta em cena pode conviver com a tranquilidade serena que sempre a acompanha.
A Isa, com seus olhos atentos e seu silêncio preciso, comentando sempre somente o necessário, sempre nos surpreendendo.
A Helô, com o sorriso delicioso e tímido que nos ensina uma objetividade de dar inveja.
A Jé que, ganhando novo apelido (Zé), sempre nos presenteou com a sua presença muito mais do que agradável, disfarçada de uma ingenuidade que sabemos ser muito mais profunda do que se vê de primeira.
A Báh, com sua simplicidade talentosa, que nos mostrou sempre que uma boa cena pode e deve vir de idéias simples bem executadas.
A Cris, que nos agraciou com a doçura sem tamanho com a qual trata a sua personagem e a todos nós!
O Bueno, que embora ausente no final, nos plantou a semente da admiração pela arte do teatro, que sempre esteve dentro de nós, mas que por vezes esquecemos.
E finalmente, a Ju, que nos trouxe a generosidade e simpatia em forma de uma ajuda maravilhosa e cuidadosa, sem nunca cobrar créditos pelo trabalho incrível que podemos notar nos nossos corpos e mentes.

É indescritível a sensação de orgulho que tenho ao ver um corrido de nossa peça, e enxergar ali muito mais do que o maravilhoso texto de Lisa McGee, mas também o processo de evolução pessoal e artístico dessas tão queridas pessoas, que acompanho de perto a tantos anos...
Sinto-me responsável sim, e tenho muito orgulho!!!
Mas não pelo amadurecimento de vocês ou pela grande habilidade cênica que todos adquiriram ao longo dos anos em que estivemos juntos, mas sim por ter sido capaz de unir em um mesmo grupo alunos/atores tão especiais e dedicados.

Ao longo dos últimos sete meses, foi maravilhoso ter a oportunidade de dividir com vocês as minhas opiniões, meus anseios artísticos, minhas manias e idéias, e ter sempre a receptividade carinhosa e dedicada de gente tão talentosa e inteligente!!!

Não consigo mesmo evitar de me emocionar quando penso que a montagem desse texto, a participação no CONEXÕES  e a diversão incrível às terças a noite, são resultado de um processo dividido por meus ex-alunos, e agora meus ATORES!

amo muito vocês! E a nossa peça!

Agora é só ARRASAR no domingo!!!

MEEEEEERDDAAAAAAA!!!

Pedro.  

Nas alturas... Estar lá no alto... Sair do chão...


Hoje falta pouco, na verdade, não falta nada; resta apenas o arremesso e o pulo. Agora é a hora do salto.  Preparados ou não, respirem fundo e mergulhem, pois a hora é essa!
Desejo-lhes coragem, sabedoria e sorte! Toda a sorte! E também corpos flexíveis para o jogo cênico...rsrsrs!
Não sejam pequenos, não se diminuam, pelo contrário, se agigantem... Sejam ainda maiores do que vocês já são. E os senhores, podem acreditar, já são enormes!
Amei estar perto de vocês durante esse processo...

E, finalmente, merda! Muita merda!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tá chegando.. *-*

Finalmente! A peça está praticamente pronta, só há alguns detalhes a acertar, mas nada preocupante.
Desde o começo achei o texto muito bom. Fiquei muuuuuito empolgada com o projeto e por trabalhar pela primeira vez com um texto fixo, mas também fiquei com medo de não conseguir fazer direito, porque memorizar um texto é algo razoavelmente complicado, pelo menos pra mim. Hahaha.
Foram várias leituras de mesa, ideias bizarras e criativas, toscas e inteligentes. Brisas looocas, correria pra marcar e desmarcar ensaios.. tudo culpa da Lili!
No começo bateu aquela insegurança, normal em todas as peças. Afinal, tudo era novidade: o grupo, o texto, o projeto. Nada parecia se encaixar.. mas depois tudo se ajeitou, e a peça está LIIINDA! Eu confesso que sentia um certo medo da Liliana, mas agora passou, rs.
Depois de muitos tênis na cabeça, acho que todos percebemos que somos capazes e que a sintonia em palco flui de um jeito tão natural. Parece que nos conhecemos há anos!
E tem o ioga também, não menos importante. Acho que todo mundo está mais alongado, graças a Ju, hahah.
O processo de montagem dessa peça foi descontraído.. muitas risadas, idiotices. Que fique bem claro que a maioria das idiotices foram do Pedro, tá? Hahaha.
Eu só tenho a agradecer a todos vocês, de verdade. =)
Vejo vocês Nas Alturas!
Beijão, Bá.