Este blog é parte do processo de concepção das personagens de NAS ALTURAS, que está sendo realizado pelo grupo ERROemACERTO, para a edição de 2010 do projeto Conexões. Durante o mês de julho, os atores foram convidados a escrever em primeira pessoa, uma espécie de diário das personagens durante o tempo decorrido na trama da peça.
Em Agosto, a proposta é a de explorar o subtexto de algumas falas das mesmas.
O espetáculo estréia em 14 de novembro no teatro da Cultura Inglesa de Pinheiros.
Para maiores informações sobre o projeto Conexões, acesse www.conexões.org.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quebra de rotina

Minha mãe veio ao meu quarto me acordar como em todas as manhas, me arrumei e fui para a cozinha comi um pote de cereal e fui sentar-me perto da janela para ver o movimento. Fazia isso todos os dias, acordar, arrumar, comer, sentar e ver o que acontece, era como uma rotina, porém, hoje tinha a impressão de que seria diferente, de que finalmente teria poderia fazer algo.
Fiquei sentada olhando o dia passar até que vi dois meninos chegando, um deles estava rindo e zuando o outro. Mas era como sempre, até que a Dara chegou e eles começaram uma brincadeira de ficar jogando algo um para o outro menos para o menino que estava muito bravo. Creio que o objeto era dele e por essa razão ele estava bravo.
Continuaram brincando até que vi a menina dos livros chegar e bater com tudo na Dara, fiquei rindo por um longo tempo enquanto elas conversavam, eles continuaram brincando entre si e chegou outra menina e entrou logo na brincadeira, parecia divertido até que gostaria de brincar. De repente começaram uma discussão e Dara levanta o objeto para cima e foi nesse momento que vi que o objeto era uma arma. Uma arma de verdade, nunca tinha visto de verdade uma arma mas sabia que era. Fiquei em estase ao ver toda aquela confusão como se fosse uma historia virando filme. Até que ouvi um barulho muito forte olhei bem atenta, empurrando a rede da janela com força. Acho que me viram pois gritaram para mim, “ Você é a próxima BRANCA-DE-NEVE”, esse agora era novo.
Conversaram e dessa vez pude ouvir alguma das coisas em que falavam de um plano, pelo que entendi de vir para cá e me assustar. Sabia o que faria, se eles queriam brincar comigo a única coisa que poderia fazer era entrar na brincadeira também.
Um pouco depois do jantar e de me despedir da minha mãe que ia trabalhar, fui até a janela e vi Dara correr até meu prédio. Para facilitar o jogo deixei a porta destrancada e fui me deitar. Agora o jogo ia começar...

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